Diretor Técnico Sérgio Rogério Skrobot R.Q.E. 2950 | CRM 1775

Cálculo Renal (Cólicas /Pedras nos Rins)

Quando certos produtos químicos da urina se agregam formando cristais, uma massa endurecida chamada “cálculo” (ou pedra) se forma. A maioria das pedras começa a se formar nos rins e algumas podem se deslocar para outras partes das vias urinárias, incluindo o ureter ou a bexiga. A formação de pedras nos rins acomete cerca de 6% da população. Após a primeira crise (cólica intensa que acontece quando a pedra se desloca do rim), a chance de nova crise é de 50% em 5 anos.
Existem vários fatores importantes que contribuem para a formação dos cálculos:
– Ambientais, climáticos e geográficos
– Tipo de ocupação
– Dieta com alto teor de proteínas (carnes)  e sal
– Baixa ingestão de água
Além disso, há fatores genéticos envolvidos,  de modo que, em algumas famílias, podemos encontrar vários indivíduos portadores de cálculos.
A forma de apresentação clínica mais comum é a Cólica Renal. O paciente normalmente apresenta dor intensa, tipo cólica, de início súbito, que se localiza na região lombar e irradia para flanco e órgãos genitais. Por vezes, como nos cálculos coraliformes a dor é crônica e de menor intensidade.
Os exames mais utilizados para a avaliação diagnóstica são o exame de urina, o ultrassom e o raio-x de abdome. Além desses pode ser necessária a tomografia computadorizada ou a urografia excretora. Este último é um exame mais antigo que está caindo em desuso.
A maioria dos cálculos é eliminada espontaneamente. É necessário o controle da dor, que é intensa e por vezes requer internação.
Os fatores mais importantes que Irão determinar qual tratamento será necessário são:
– Tamanho e localização do cálculo;
– Dureza do cálculo;
– Presença de infecção concomitante;
– Controle da dor e dos sintomas clínicos;
– Intensidade da obstrução do trato urinário;
– Anatomia do rim;
– Índice de massa corpórea do paciente.
O tratamento pode ser realizado de forma conservadora (terapia expulsiva), com medicamentos, quando o cálculo é pequeno e localizado na porção inferior do ureter.
A Litotripsia Extracorpórea com Ondas de Choque é uma excelente modalidade não cirúrgica de tratamento e consiste na aplicação de ondas mecânicas, que variam de acordo com o tipo de equipamento gerador, em cálculos selecionados visando sua fragmentação e expulsão espontânea dos fragmentos resultantes.
Na falência do tratamento clínico ou na eventualidade de cálculos maiores faz-se necessária a intervenção cirúrgica endoscópica. Esta pode ser através da Ureteroscopia rígida ou flexível e da Nefrolitotripsia Percutânea (leia em sessão específica detalhes acerca destes procedimentos.
Em relação à prevenção da litíase urinária, independente da causa, é válido estimular o aumento da ingesta de água, de modo que o paciente possa urinar 1,5 a 2 litros por dia. Esta é a medida mais importante. Além disso é recomendável moderar o consumo de sal e proteína animal,  e ingerir suco de laranja ou limão diariamente. Manter-se ativo fisicamente também é importante. Alguns medicamentos visando controle da eliminação de cálcio na urina e ácido úrico podem ser prescritos em casos selecionados. A prevenção da formação de novos cálculos é extremamente importante e eficaz se manejada adequadamente.