Responsável Técnico: Dr. Luiz Carlos Pedroso - CRM 4771 - RQE 3088

CÁLCULO RENAL (CÓLICAS/PEDRAS NOS RINS)

  • Por:Vale da Web

Quando certos produtos químicos da urina se agregam formando cristais, uma massa endurecida chamada “cálculo” (ou pedra) se forma. A maioria das pedras começa a se formar nos rins e algumas podem se deslocar para outras partes das vias urinárias, incluindo o ureter ou a bexiga. A formação de pedras nos rins acomete cerca de 6% da população. Após a primeira crise (cólica intensa que acontece quando a pedra se desloca do rim), a chance de nova crise é de 50% em 5 anos.

Existem vários fatores importantes que contribuem para a formação dos cálculos:

– Ambientais, climáticos e geográficos

– Tipo de ocupação

– Dieta com alto teor de proteínas (carnes)  e sal

– Baixa ingestão de água

Além disso, há fatores genéticos envolvidos,  de modo que, em algumas famílias, podemos encontrar vários indivíduos portadores de cálculos.

A forma de apresentação clínica mais comum é a Cólica Renal. O paciente normalmente apresenta dor intensa, tipo cólica, de início súbito, que se localiza na região lombar e irradia para flanco e órgãos genitais. Por vezes, como nos cálculos coraliformes a dor é crônica e de menor intensidade.

Os exames mais utilizados para a avaliação diagnóstica são o exame de urina, o ultrassom e o raio-x de abdome. Além desses pode ser necessária a tomografia computadorizada ou a urografia excretora. Este último é um exame mais antigo que está caindo em desuso.

A maioria dos cálculos é eliminada espontaneamente. É necessário o controle da dor, que é intensa e por vezes requer internação.

Os fatores mais importantes que Irão determinar qual tratamento será necessário são:

– Tamanho e localização do cálculo;

– Dureza do cálculo;

– Presença de infecção concomitante;

– Controle da dor e dos sintomas clínicos;

– Intensidade da obstrução do trato urinário;

– Anatomia do rim;

– Índice de massa corpórea do paciente.

O tratamento pode ser realizado de forma conservadora (terapia expulsiva), com medicamentos, quando o cálculo é pequeno e localizado na porção inferior do ureter.

A Litotripsia Extracorpórea com Ondas de Choque é uma excelente modalidade não cirúrgica de tratamento e consiste na aplicação de ondas mecânicas, que variam de acordo com o tipo de equipamento gerador, em cálculos selecionados visando sua fragmentação e expulsão espontânea dos fragmentos resultantes.

Na falência do tratamento clínico ou na eventualidade de cálculos maiores faz-se necessária a intervenção cirúrgica endoscópica. Esta pode ser através da Ureteroscopia rígida ou flexível e da Nefrolitotripsia Percutânea (leia em sessão específica detalhes acerca destes procedimentos.

Em relação à prevenção da litíase urinária, independente da causa, é válido estimular o aumento da ingesta de água, de modo que o paciente possa urinar 1,5 a 2 litros por dia. Esta é a medida mais importante. Além disso é recomendável moderar o consumo de sal e proteína animal,  e ingerir suco de laranja ou limão diariamente. Manter-se ativo fisicamente também é importante. Alguns medicamentos visando controle da eliminação de cálcio na urina e ácido úrico podem ser prescritos em casos selecionados. A prevenção da formação de novos cálculos é extremamente importante e eficaz se manejada adequadamente.

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