Diretor Técnico Sérgio Rogério Skrobot R.Q.E. 2950 | CRM 1775

Distúrbios Hormonais e Disfunção Erétil

Distúrbios Hormonais e Disfunção Erétil

DAEM (Andropausa)
O Declínio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente conhecido como andropausa, é uma redução gradual dos níveis sanguíneos da testosterona que acompanha o envelhecimento e que pode estar associado a uma significante diminuição da qualidade de vida dos homens. A prevalência deste distúrbio varia de 10 a 30% dos homens já na sexta década de vida. Com o aumento da expectativa de vida, o problema tornou-se mais prevalente.
Sintomas mais comuns:
– Diminuição do desejo sexual, da qualidade e frequência das ereções, principalmente noturnas;
– Alterações de humor, com fadiga, depressão e irritabilidade;
– Distúrbios do sono;
– Diminuição da massa magra, volume e força muscular;
– Aumento da gordura visceral (localizada na região profunda do abdômen, conhecida como “barriga de cerveja”);
– Alterações na pele e perda de pelos;
– Osteopenia e osteoporose, elevando o risco de fraturas ósseas.
Além de observar as alterações descritas acima, o médico solicitará alguns exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de DAEM.
O tratamento é feito com a reposição de testosterona, que hoje está disponível em forma injetável e tópica (gel de testosterona).
A terapia de reposição hormonal é contraindicada em casos de cânceres de próstata e mama ativos. Outras patologias devem ser observadas pelo urologista antes da prescrição hormonal, e o acompanhamento contínuo do paciente em tratamento é essencial.
Disfunção erétil   (Impotência Sexual)
A disfunção erétil (DE), popularmente conhecida como impotência sexual, é a dificuldade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual adequada, ou seja, que possibilite a penetração vaginal. Não significa DE o fato do homem eventualmente “falha na hora H”, mas sim quando o problema é recorrente.
A DE pode ter origem psicogênica, orgânica ou mista (psicogênica e orgânica). Independentemente da causa, basicamente ocorre por um desequilíbrio entre a contração e o relaxamento da musculatura lisa do corpo cavernoso.
Cerca de 50% dos homens acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções.
Destes, metade apresentava níveis elevados de HbA1c (fator relacionado ao diabetes) e colesterol, portanto a DE pode estar ligada a outras patologistas.
Fatores de risco:
– Alterações hormonais;
– Tabagismo;
– Diabetes mellitus;
– Doenças cardiovasculares e hipertensão arterial sistêmica;
– Outras doenças crônicas;
– Medicamentos: vasodilatadores, anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, antidepressivos, ansiolíticos;
– Drogas: maconha, codeína, cocaína, heroína, metadona;
– Alcoolismo;
– Cirurgias.
Determinar a origem da DE é fundamental para direcionar o tratamento, portanto não existe uma “receita mágica” para resolver todos os casos: se você sofre do problema precisa procurar um urologista para avaliar o seu quadro especificamente, e assim determinar a melhor forma de tratamento.
Há diferentes formas de tratamento para a DE, de acordo com a causa e o perfil do paciente, apresentando resultados animadores. A terapia medicamentosa é a mais utilizada ao lado da psicológica, mas em determinados casos pode-se utilizar também o implante de prótese peniana.